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Gripe K: confira orientações de prevenção contra nova super variante

Com três casos confirmados do subclado K do vírus influenza A (H3N2), popularmente conhecido como “gripe K” ou “super gripe”, em Mato Grosso do Sul, a CIEVS/CG (Coordenadoria de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde), divulgou uma série de recomendações e medidas de prevenção e controle da doença.

A cartilha orienta a população a evitar aglomerações; manter ambientes de convívio limpos e ventilados; adotar hábitos de etiqueta respiratórias, como cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar; usar máscara, quando apresentar sintomas gripais; manter o uso de álcool em gel e a lavagem frequente das mãos com água e sabão.

No caso de pessoas infectadas, porem assintomáticas, é necessário evitar contato com outras pessoas, especialmente indivíduos pertencentes aos grupos de riscos, além de evitar frequentar locais públicos.

 

Conforme orientação da Coordenadoria, pacientes com sintomas leves, como febre, tosse, espirros, dor de garganta, dor no corpo, devem procurar as Unidades de Atenção Primária; já pacientes com sintomas moderados a graves, como falta de ar, devem ir direto para as Unidades de Urgência e Emergência.

Também é reforçado a importância de manter a vacinação em dia, por se tratar da medida mais eficaz para prevenir a infecção e os efeitos graves causados pelos vírus da influenza, como a hospitalização e o óbito.

O material também traz protocolos a serem seguidos em hospitais e unidades de saúde, confira:

  • Fortalecer o monitoramento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG hospitalizados);
  • Identificar precocemente a ocorrência de casos de SRAG proporcionando tratamento e manejo oportuno;
  • Realizar isolamento e monitoramento de casos confirmados para vírus respiratórios;
  • Manter o uso de álcool em gel e a lavagem frequente das mãos com água e sabão;
  • Manutenção dos protocolos gerais de prevenção de vírus respiratório conforme Notas Técnicas;
  • Limitar visitas a hospitais;
  • Manter ambientes limpos e ventilados;
  • Realizar manutenção dos protocolos gerais de prevenção de vírus respiratório conforme Notas Técnicas;
  • Estimular e intensificar a vacinação.

Bebê e idosos estão entre casos confirmados

Um bebê de cinco meses e dois idosos, de 77 e 73 anos, estão entre os casos confirmados no Estado. Conforme o médico infectologista Julio Croda, os riscos são os mesmos de qualquer infecção por influenza: em crianças, idosos e pessoas com comorbidade, a doença pode evoluir com gravidade e, eventualmente, gerar a necessidade de hospitalização.

Mesmo fora do período sazonal de influenza, o país começa a ter circulação principalmente na Região Norte, assemelhando-se ao comportamento de sazonalidade do hemisfério norte. Assim, o especialista explica que a variação tende a circular entre os brasileiros já no próximo inverno.

“É importante a gente estar preparado para isso, tanto do ponto de vista de ter maior cobertura vacinal para a influenza — as campanhas devem começar entre março e abril para o nosso estado — como na preparação, eventualmente, de atendimento nas unidades de pronto atendimento, nos hospitais, leitos de enfermaria de terapia intensiva”, comenta.

O que se sabe sobre a variante?

Em nota divulgada nos canais oficiais, a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que a influenza sazonal evolui continuamente. Desde agosto de 2025, houve um crescimento acelerado da circulação do subtipo A (H3N2) J.2.4.1, o chamado subclado K, em diversos países.

O vírus apresenta mutações relevantes e características novas para o sistema imunológico de grande parte da população, o que contribui para a rápida disseminação. Ainda conforme especialistas, os principais sintomas são febre, vômitos, dores musculares, cansaço, congestão, dor de cabeça, tosse, calafrios, coriza, mal-estar e náusea.

A atividade da gripe está dentro do esperado para a temporada, embora em algumas regiões o aumento tenha ocorrido de forma mais precoce, segundo a OMS. Por isso, as vacinas seguem oferecendo proteção, especialmente contra casos graves e hospitalizações.

Vacinação

Diante do cenário, o Ministério da Saúde reforçou, em nota, que as principais recomendações seguem sendo a vacinação contra a influenza e a adoção de cuidados básicos de higiene e prevenção.

A vacina contra a gripe disponibilizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) oferece proteção contra os principais tipos do vírus influenza A, incluindo o subtipo H3N2. No entanto, o imunizante pode não impedir totalmente a infecção pelo subclado K, recentemente identificado no país.

Apesar disso, a vacinação segue sendo considerada essencial pelas autoridades de saúde, uma vez que reduz de forma significativa o risco de evolução para casos graves da doença, além de diminuir as chances de hospitalizações e óbitos.

Idaicy Solano – midiamax

(Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax)

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