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Brasileiro sobrevive a ataque a tiros em escola que deixou mortos no Canadá

A polícia do Canadá investiga as motivações de um massacre que chocou a pequena cidade de Tumbler Ridge, na província da Colúmbia Britânica. Uma jovem de 18 anos, identificada como Jesse Strang, matou a própria mãe e o irmão em casa antes de invadir um colégio local e abrir fogo contra estudantes e professores. O ataque resultou em nove mortos e 27 feridos.

Entre os profissionais que atuam na instituição atacada está o brasileiro Jarbas Noronha. Professor de mecânica automotiva e marcenaria, ele sobreviveu ao atentado e utilizou as redes sociais para tranquilizar amigos e familiares.

“Estou bem, não desejo a nenhuma criança em idade escolar que tenha que passar o que meus alunos passaram hoje”, afirmou o docente. Em depoimento ao The New York Times, Jarbas relatou que o alerta inicial partiu de um aluno, seguido por uma ordem imediata da diretora para que todos se trancassem nas salas.

Dinâmica do ataque e investigação

Jesse Strang, descrita como uma mulher trans e ex-aluna da escola, cometeu suicídio antes da chegada das autoridades. Dentro da unidade escolar, ela executou uma professora e cinco alunos — três meninas e dois meninos — com idades entre 13 e 17 anos. Imagens do local mostram alunos aterrorizados deixando o prédio com as mãos para cima, sob orientação da Real Polícia Montada do Canadá (RCMP).

Relatos de sobreviventes detalham o pânico durante as cerca de duas horas e meia de confinamento. “Barricamos as portas com mesas de ferro e ficamos na sala. Fiquei ao telefone com minha mãe o tempo todo”, descreveu um estudante a uma emissora local. A cidade de Tumbler Ridge, localizada a mais de mil quilômetros de Vancouver e com pouco mais de 2 mil habitantes, permanece em choque com a tragédia.

Repercussão e legislação

Ataques em escolas são incomuns no Canadá devido à legislação rigorosa de controle de armas de fogo, o que diferencia o país do cenário observado nos Estados Unidos. A polícia local segue com as investigações para entender o que levou a jovem a cometer os crimes contra a família e a comunidade escolar.

Por Eduardo Barão – band.com.br

Foto: Reprodução/Jornal da Band

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